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Dólar fecha a R$ 3,47 em meio a cautela com alta de juros nos EUA

O dólar registrou nesta terça-feira (24) o quarto dia de valorização em relação ao real, pressionado pela preocupação dos investidores com altas adicionais de juros nos Estados Unidos. A cautela impactou também os principais índices americanos, que recuaram mais de 1%. A Bolsa brasileira teve queda de 0,16%, para 85.469 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 9,56 bilhões. O dólar comercial teve alta de 0,49%, para R$ 3,470. O dólar à vista se valoriza 0,87%, para R$ 3,472. A preocupação com um ritmo mais forte de aumento de juros nos Estados Unidos voltou a pesar no dólar nesta sessão. A moeda americana se valorizou ante 13 das 31 principais moedas do mundo. “O dólar tem se valorizado no mundo inteiro por causa da dúvida sobre a taxa de juros americana. O mercado precificava mais duas altas, agora precifica mais três altas, por causa do aumento do preço das commodities, que tende a gerar inflação no curto prazo”, afirma Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos. A possibilidade de altas adicionais nos juros pelo banco central americano (Federal Reserve) fez o rendimento dos títulos de dívida dos EUA bater 3% pela primeira vez desde janeiro de 2014.Com isso, os investidores tendem a retirar dinheiro de Bolsa e de mercados emergentes, como o Brasil, para aplicar nos papéis americanos, considerados mais seguros. Nos mercados americanos, essa possibilidade se traduziu em uma queda de mais de 1% dos principais índices americanos.

O índice Dow Jones recuou 1,74%, o S&P 500 se desvalorizou 1,34% e o índice da Bolsa Nasdaq fechou com baixa de 1,70%. A tendência é que a cautela se mantenha tanto no dólar quanto no mercado acionário, por preocupações geopolíticas envolvendo o acordo nuclear com o Irã. O presidente americano, Donald Trump, já sinalizou que deseja rever os termos do tratado.

“Isso acaba tendo um impacto de curto prazo pela presença e importância do Irã no Oriente Médio. O aumento do petróleo é geopolítico e também devido ao controle de preços pelo corte de produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo)”, afirma Suzaki.O Banco Central vendeu 3.400 contratos de swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro).

Até agora, já rolou US$ 2,04 bilhão dos US$ 2,565 bilhões que vencem em maio.O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) se valorizou 0,71%, para 171,1 pontos.No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados subiram. O DI para julho deste ano avançou de 6,249% para 6,253%. O DI para janeiro de 2019 teve alta de 6,225% para 6,235%.AÇÕESNo índice Ibovespa, 41 ações caíram, 21 subiram e duas fecharam estáveis.

A maior queda foi registrada pela Ultrapar, com baixa de 3,73%. A Klabin recuou 3,22%, e a BR Malls se desvalorizou 2,7%.Entre as altas, a Qualicorp subiu 5,16%. A Cosan avançou 4,63% após fechar um acordo para comprar ativos da Shell na Argentina. E a Cielo se valorizou 3,21%.As ações da Petrobras fecharam em baixa, em dia de desvalorização dos preços do petróleo no exterior. Os papéis preferenciais da empresa caíram 0,36%, para R$ 22,40. As ações ordinárias tiveram baixa de 0,33%, para R$ 24,27.

A mineradora Vale subiu 1,71%, para R$ 48,31, depois que a equipe de análise do Credit Suisse elevou o preço-alvo do ADR (recibo de ação negociado nos EUA) da mineradora de US$ 16 para US$ 17.No setor financeiro, as ações do Itaú Unibanco recuaram 0,49%. As ações preferenciais do Bradesco subiram 0,18%, e as ordinárias tiveram baixa de 0,72%. O Banco do Brasil teve baixa de 0,97%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil ganharam 0,15%. Com informações da Folhapress.

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